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Comecei a cansar, já faziam duas horas que eu estava ali, talvez até mais. Cavar não é para qualquer um. Eu queria cavar, eu precisava cavar, eu tenho que cavar. Sete palmos não me servem para nada, eu preciso de mais. Dois metros? Acho que é pouco. Quem sabe três. É, três é um bom numero. Minhas mãos começaram a doer e bolhas, de um sangue escuro e grosso, deram as caras. A pá começou a pesar, aquele insignificante pedaço de madeira com uma ponta de ferro, tinha um peso terrível. O cansaço imperava, e em alguns momentos, as batidas em cheio nas pedras enterradas davam um choque que doía no corpo todo. As costas começaram a pedir um tempo, uma pausa de um dia ou dois. Cavava com fúria, com ódio do mundo e das pessoas que nele vivem. Cravava a pá com força na terra molhada, a cada três movimentos bruscos, uma bolha, mais uma vértebra que doía e uma pedra que eu encontrava.
Caí de exaustão, desmaiei de cansaço e de dor. Cavei a tarde toda com um objetivo em mente, dormir o tempo inteiro. Me refugiar do mundo e somente dormir. Dormir em paz.
Escrito por Christofer Silva às 17h03
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Cabeça, corpo e membros. A união de três formas totalmente diferentes, que se unem em um só centro. Unidades relativas que circulam através dos tempos. Ninguém sabe o correto e sempre vai sentir algo diferente, geralmente eu não paro para pensar. Mas sera que seguir em frente é o certo? E, existe o incorreto?
Visões unicas de fatores iguais e/ou diferenciados. Vidas que correm juntas e ao mesmo tempo separadas. Conquistas que alteram o ego ou causam vergonha. Nada como Conversar com os amigos, filosofando em cima da vida dos outros.
Vivendo em um mundo...
vago...
largo...
insuficiente...
Escrito por Christofer Silva às 12h25
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- Conhece um tal de destino? - Perguntei ao companheiro de bar.
- Não. Nunca ouvi falar.
- Acho que ele é cruel...
- Hã - diz ele, em um soluçar - Como pode achar algo de quem ainda não conhece?
Escrito por Christofer Silva às 01h06
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E fechava o tempo, as negras nuvens rodeavam minha casa e pareciam fofas como algodão doce. Só que este tinha caído no chão. Estava sujo. O cinza escuro era a cor que predominava, com a pouquíssima claridade que ultrapassava aquela grossa camada. Ainda não tinha notado, mas a árvore que vivia em frente a minha casa balançava incessantemente. Parecia dançar com o assovio do vento. Acho que ela se sentia feliz com todo aquele alvoroço, alguns movimentos em sua monótona vida, que pareciam bem mais interessantes do que a poda anual. Na verdade eu via aquela planta sorrindo, um largo sorriso que bailava em ritmo de valsa, com alguns passos diferentes que eu não reconhecia. As raízes firmes e fortes, agarradas a terra vermelha e barrenta, onde muito pouco vingava.
Decidi ir para a rua, ver de perto tudo que estava acontecendo. Eu pensava em tudo que me incomodava e naquele momento passaram a não incomodar mais. Todas as preocupações que tive precipitadamente. Eu gostaria de ser como todas as árvores, simplesmente mais uma, porém sempre notada. Nunca damos bola para uma insignificante árvore, mas sempre soubemos que ela estava lá. As árvores mais procuradas são aquelas que dão bons frutos. Suculentos, doces, deliciosos. Sim. Eu admiro o conteúdo das pessoas, sua maneira de pensar, suas opiniões e suas criticas. Mas na verdade eu admirava mesmo o meu limoeiro, que bailava como ninguém
Escrito por Christofer Silva às 04h48
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Caminhei por inúmeros caminhos. Passei por pedras, plumas, espinhos, lama, entre outros vários percursos desconhecidos até então. Agora estou parado - pés descalços, olhos fechados, vestindo a longa bata da humildade e como única arma a paciência – descansando, e esperando os sinos tocarem. Os sinos de uma nova caminhada, na verdade eu não sei o que me espera. Meu ultimo percurso era agradável, um palmo de água gelada acariciando os pés desgastados pelo tempo. Em um certo momento, ouvi passos a minha frente. Chamei por alguém e só ouvi risos como resposta, um vento passou, tentei seguir o som dos passos, mas cessaram. Ficaram somente três coisas: o calor, o perfume e a falta.
A vida é assim mesmo, intensa, porém falsa, rodeada de amigos, mas ao mesmo tempo vazia. Vivemos para aprender a viver bem desse jeito falso. Hoje temos tudo, mas na verdade somos nada. Nada além de nada.
O que nos resta é lutar pela nossa própria evolução, e auxiliar quem realmente está no nosso lado. Não perca tempo com quem não merece ajuda, vive fechado em seu mundinho, rodeado de coisas desnecessárias e pensamentos fúteis.
Eu ainda estou aqui, parado, rodeado de expectativas e esperanças, crente que algo melhor está para acontecer. Sinto a água subindo lentamente. Será que ela irá parar? Ou será que já chegou o fim? Ou tudo não passa do começo?
Vejo um clarear em meio a escuridão dos olhos fechados. Estou com receio de ver o que não devo, tudo seria mais fácil. A água começa a se movimentar em indas e vindas. Sobe e desce. Vai e volta. O clarão aumenta gradativamente, tudo parece se esclarecer aos poucos. Seja o que Deus quiser...
Abro meus olhos e só vejo a incompreensível claridade. Branco para todos os lados. Mais alguns segundos e começo a enxergar. Avisto ao fundo uma enorme bola de luz, amarela, flamejante, que exercia um poder imenso a quem estava ao seu redor. E algo me ligava a ele. Será esse estranho calor que ele traz, ou seria esse longo caminho de águas verdes que me leva até ele? Não sei. Acho que nunca vou saber. Mas sempre que posso, volto a essa praia, para olhar fixamente a paisagem que me fascina.
Escrito por Christofer Silva às 00h50
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A inspiração para os contos esta sumida, deixou de comparecer. Sei lá até quando ela estará ausente, mas quando voltar, eu estarei pronto para ouvir todos os seus relatos, historias e duvidas. Compensando a solidão das idéias, sigo vagando atrás de companhias que entendam minha relativa solidão. Geralmente ao fazer as escolhas, nos deparamos com a futilidade que impera nas cabeças fracas. E a busca segue e segue, mas um dia cansa. E quando menos se espera, algo de interessante é colocado a nossa frente. E daí eu mergulho em meus pensamentos e me coloco em profundo estado de reflexão... para que forçar algo que está escrito. Tudo tem seu tempo e sua maneira de acontecer. Não importa se caminharmos pela direita ou pela esquerda, este é o nosso destino, chegaremos no mesmo ponto. Mas nunca, nunca fuja das novas experiências, pois elas engordam e enriquecem as mais nobres lembranças desta triste vida.
“... fazia frio, mas eu continuei, nada daquilo me atingia. Somente a chuva que molhava meu rosto e trazia a paz...”
Escrito por Christofer Silva às 23h48
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Após um breve período de hibernação pensativa, volto a escrever neste espaço. Muito em tão pouco tempo aconteceu, o mundo girando sem controle e eu parado, inutilmente preocupado, somente observando o que acontecia. Os breves momentos de sol passaram como segundos e simplesmente se foram. Mas quando o céu se fechou e a chuva veio o relógio começou a arrastar seus ponteiros, como se o mesmo peso que força os ombros e aperta o coração, segurasse o pequeno risco preto. Agora acordado, mas ainda vagando. A chuva ainda não cessou, mas caminho consciente do mundo que me rodeia. Um andarilho em busca da paz, que, só o mais caloroso pôr do sol pode trazer. O olhar vago no horizonte retoma a calma e cria uma nova esperança. Nunca mais sofrer os desatinos desta estranha andança.
* A cabeça esta erguida... pois tenho um novo mundo em vista * ainda assim, queira!
Escrito por Christofer Silva às 03h00
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E o vento sopra com força
Sei que o vento leva todos os problemas para longe quando estamos em plena paz de espírito. Mas nem sempre podemos depender dele. Expor o inquietante é um meio facílimo de despejar o que nos incomoda. Mas geralmente esperamos pelo inflamar da coisa. Agüentar até o último momento e explodir com intensidade suficiente para mexer com tudo e com todos que estão a sua volta. Eles não tem culpa... Ninguém tem culpa.
Sabia que estava enrolado, mas não sabia o quanto. Não sabia se cumpria com o que prometia ou com o que jurava. Entre todos esses problemas uma coisa era certa, precisava de uma bebida para me acalmar. Acalmar não, fazer fluir as idéias. Fechei a porta da minha espelunca e decidi caminhar para o leste. Quem sabe o leste seria uma boa escolha?
Vaguei a tarde toda. Resolvi no meio do caminho comprar a bebida e caminhar pela cidade. Seria melhor para mim. Enquanto passeava notei quantas pessoas estavam perdidas como eu. No mínimo umas 10 nos primeiros quinze minutos de contagem. Vazias. Sem nenhuma determinação. Pensando somente em seus imundos sofás e o interessantíssimo programa de fofocas, que naquela hora, já deveria estar passando na tv.
Mas não esqueci dos problemas que me preocupavam, todas aquelas incertezas estavam me deixando louco. O mais preocupante eram as conseqüências, se eu não cumprisse com o prometido iria pagar caro. Muito caro.
Segui degustando o uísque barato, vagando pela cidade cinzenta. Estava abafado, parecia que ia chover. Se passaram mais alguns quarteirões e a bebida chegou ao fim, arremessei a garrafa dentro de um latão de lixo. Espatifou-se em míseros cacos de vidro. E eu fiquei parado observando os pedacinhos daquele material brilhante. Quando dei por mim, um flash veio em meus pensamentos, sabia que aquilo poderia acontecer com a minha cabeça. Mil pedaços...
Sentei no banco da praça. Bela praça. Um grande gramado, onde crianças corriam com seus cães. Babás, com suas crianças, sentadas a sombra. E eu ali... estatelado em um banco qualquer, em um lugar qualquer, em uma cidade qualquer e pensando em uma vida qualquer...
Avistei a ponte, bem ao longe. Saí correndo com muito entusiasmo, parecia que tinha a metade da minha idade. Parei no meio da ponte. Braços abertos, olhar no horizonte e pensamentos puros. Aquela enorme quantidade de água aos meus pés, azul, brilhante, purificante e aconchegante como o colo materno. Saltei, senti o vento mexendo meus cabelos, acariciando meu rosto. Estava em plena paz. Cai na água, não sentia dor, nem pavor, nem ódio. Sentia que a minha vida tinha acabado bem. Ninguém veio a terra pra sofrer. Estava em plena paz...
Acordei com os primeiros pingos de chuva e já estava anoitecendo. Voltei a caminhar de volta ao meu cubículo de sofrimento. Não sabia se passaria desta noite ou de amanhã de manha, mas tinha uma certeza, todos nós pagaremos por nossos pecados. Não sei como, mas pagaremos.
Escrito por Christofer Silva às 02h30
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para que todo esse silêncio?
De que nos vale o silêncio? O simples fato de guardar pra si, o que poderia ser dito... Com certeza nossas palavras valeriam algo para alguém. Tomar a atitude de expor o que pensa. Poderíamos dormir mais tranqüilos, sabendo que todos sabem o que nós realmente sentimos, sem trazer duvidas pra ninguém. Seja verdadeiro... honesto e sincero com o mundo inteiro, e o mais importante: não pare para escolher a melhor palavra a ser dita no momento, pois isso trava todos os seus mais francos pensamentos.
*desabafos constantes neste espaço, digo o que sinto e o que acho* Paz pra quem observa de longe...*
Escrito por Christofer Silva às 01h34
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Não se pode gostar de tudo. Precisamos nos adequar as idéias novas, que antes eram desnecessárias e simplesmente esquecidas. O segredo está em separar as coisas boas das coisas ruins.
Mas tudo deve ter um porque! Se a causa for interessante, sempre valerá a pena. Geralmente quando fechamos os olhos pras coisas pequenas, inconscientemente, grandes momentos que podem mudar nossas vidas, passam desapercebidos.
Preciso tomar cuidado. Sigo com os olhos fechados em meio ao fogo cruzado. Sem saber o que está por vir, e as conseqüências que tudo isso pode trazer. Mesmo assim... O importante é a humildade. Ser sincero, ter a cara e a coragem de expor o que sua mente passa.
Só mais uma coisa, não perca sua independência. Não baixe a cabeça e assuma novas identidades, para satisfazer as necessidades. Seja o que você sempre foi e acima de tudo... Queira...
Escrito por Christofer Silva às 02h29
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Ai está... mais uma historia louca, nessa faze estão saindo poucas. mas é o que o que está fluindo. Sem mais papo furado... paz
*Seja sincero, não desdobre quem um dia lhe deu confiança* queira!
Aquele homem sem saber o que iria acontecer no futuro, encheu a boca pra jurar em um grito, que ecoou por toda a baixada, que iria matar e não havia escapatória. Saiu bufando. Envelheceu no mínimo um ano, somente no fato ocorrido. Tinha a expressão de dor, quem olhasse em seus olhos veria as borbulhas do caos e a vermelhidão da raiva concentradas juntas. Perdeu os sentidos e perdeu também a noção de tudo.
Entrou no bar e notou que o inimigo não estava lá. Pediu sua bebida e esperou de pé ao lado da porta. Olhava no velho e imundo espelho sua cara torta. Castigada pelo tempo e pelo sofrimento, que não faltaram em um dia sequer da longa escola da vida. Em sua vida. Quando deu por si, o bar estava fechando. Saiu a caminhar, procurando algo que nem ele sabia o que era. Nem eu.
Caminhava na calçada da movimentada avenida. Tentava aproveitar a vida que não foi vivida. Mexia com as moças que saiam dos bailes, quase apanhou na frente de um bar e não se cansava de caminhar. Avistou a moça e atravessou a rua, quase nua, ela cobrava caro. Dinheiro que ele não tinha no bolso. Parou em frente à boate. Tinha desprezo daquelas pessoas. No fundo ele era uma pessoa boa.
Quando voltou a caminhar, olhou para o outro lado da rua e me viu. Lá estava o seu maior inimigo. Se coçou, mas o revolver trancou na cinta. Saiu correndo pronto para tirar a minha vida. Corria com vontade, acho que se precisasse correria uns bons quilômetros. No memento eu não entendia nada, só via ele correndo em minha direção. Foi quando o enorme carro de luxo veio e o acertou em cheio. Voou alto. Livre como um pássaro que cai do ninho. Segundos de doce ilusão.
Morreu. Como todos nós faremos um dia. Pagou o preço pela raiva que o dominava. O ódio. Na verdade, eu nuca soube ao certo porque ele queria minha cabeça. Não sei nem o que leva uma pessoa a querer matar alguém. Mas assim continuo vivo. Seguindo as regras que são impostas, e empurrando com a barriga o que não gosto.
Escrito por Christofer Silva às 01h53
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sem novas idéias para apresentar. mas o melhor de tudo é que as expectativas antigas estão aos poucos se realisando. quem sabe essas expectativas estão preenchendo o espaço que antes era ocupado pelo sofrimento, que por sua vez, era transmitido para esse espaço. mas quem sabe esse pensamento seja simplesmente mais uma paranóia delirante que vaga pelo inconciente. que sabe um dia... quem sabe.
*siga em frente. não desista. queira!*
Escrito por Christofer Silva às 01h27
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Ah! Felicidade em primeiro lugar. Quase sempre tornamos as faceis decisões da vida em problemas enigmaticos. Um dia tudo se esclarece. Mais cedo ou mais tarde. A vida foi feita pra ser assim, preocupante e indesejada. Nada acontece como nós queremos. Sempre aparece um obstaculo gigantesco para obstruir a passagem. Tomem as iniciativas, não podemos esperar que tudo venha as mãos. corra atrás do seus principios e principalmente dos objetivos que apetecem suas idéias. E o mais importante... nunca deixe de sonhar. QUEIRA!
*ao contrario do que pensam, nunca jogando palavras ao esmo!*
*e mais um salve a quem comparece e nunca esquece! Paz!*
Escrito por Christofer Silva às 01h26
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Meio tranquilo... isso existe? Praticamente tranquilo? A mesma coisa. Estou começando a pensar que nem sempre tudo tem um porque. Geralmente os acontecimentos inexplicaveis tem um grande valor, sei la... aquelas gigantescas nuvens que vagam sem rumo pelo céu azul, estão tomando suas devidas formas. tenhamos paciência, pois, as possibilidades se moldam e tomam a forma que todos conhecem. E as vezes dizem que desconhecem. Paciencia. Queira...
*um salve para quem ainda tem a curiosidade de transitar por esse espaço*
Escrito por Christofer Silva às 02h42
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De volta com as ideias sem pé nem cabeça. vontade de expressar alguns sentimentos que ficam guardados por muito tempo no baú das confidências. vai saber... cada um com as suas loucuras. paz
*segue texto em duas partes produzido por mim ontem na madruga* rural... algo importante esta por vir...
Escrito por Christofer Silva às 01h53
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